5 de janeiro de 2010

O silencio (fragmento)

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O silêncio, aprendo, pode construir.
É um modo denso/tenso - de coexistir.
Calar, às vezes, é fina forma de amar.
Affonso Romano de Sant'anna

Reflexivo (Affonso Romano de Sant'Anna)


O que não escrevi, calou-me.
O que não fiz, partiu-me.
O que não senti, doeu-se.
O que não vivi, morreu-se.
O que adiei, adeus-se.

A concha


File:English Ivy Hedera helix Red Brick Wall 2892px.jpg

A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fechada de marés, a sonhos e a lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.

Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.

E telhadosa de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta pelo vento, as salas frias.

A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.

Vitorino Nemésio



1 de janeiro de 2010

festas de final de ano

Almoço - dia 25
Almoço de natal


Gabriel - Ano Novo



25 de dezembro de 2009

Meu pequeno Grande Natal

Se você olhar atentamente verá bem no topo do arranjo dois pequenos cubos: um azul e outro roxo. Eles me foram presenteados por Belle. Ela retirou delicadamente de sua arvore de natal e me disse:
- Toma vovó esse presentinho, não tem nada dentro, mas é um presentinho.
Eu trouxe "o presentinho" para casa e incorporei ao meu arranjo. E desde então fico a contemplar o arranjo com "os presentinhos" e pensar com meus botões: não, não estão vazios, estão cheios de amor, carinho, doçura, sonhos, e fantasias... e por causa de Belle e de seus presentinhos mágicos o meu pequeno natal se transformou num Grande Natal!

PS. Belle tem três anos e meio, é minha primeira e unica neta, é também o meu melhor presente de todos os Natais...










19 de dezembro de 2009

As fontes


As fontes

Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser vivo e total,
À agitação do mundo irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser.

Sophia Andresen

Feliz Natal