13 de dezembro de 2011
Portas (2)
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1 de setembro de 2011
Tarsila do Amaral, a artista-símbolo do modernismo brasileiro,
Seu pai herdou a fortuna e diversas fazendas, onde Tarsila e seus sete irmãos passaram a infância.
Estudos em São Paulo e Barcelona
Tarsila do Amaral estudou em São Paulo, em colégio de freiras do bairro de Santana e no Colégio Sion. E completou os estudos em Barcelona, na Espanha, no Colégio Sacré-Coeur.Início da carreira
Apesar de ter tido contato com as novas tendências e vanguardas, Tarsila somente aderiu às ideias modernistas ao voltar ao Brasil, em 1922. Numa confeitaria paulistana, foi apresentada por Anita Malfatti aos modernistas Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Esses novos amigos passaram a frequentar seu atelier, formando o Grupo dos Cinco (Arte Moderna Brasileira).
Em janeiro de 1923, na Europa , Tarsila se uniu a Oswald de Andrade e o casal viajou por Portugal e Espanha. De volta a Paris, estudou com os artistas cubistas: frequentou a Academia de Lhote, conheceu Pablo Picasso e tornou-se amiga do pintor Fernand Léger, visitando a academia desse mestre do cubismo, de quem Tarsila conservou, principalmente, a técnica lisa de pintura e certa influência do modelado legeriano.
Fases Pau-Brasil e Antropofagia
Em 1924, em meio à uma viagem de "redescoberta do Brasil" com os modernistas brasileiros e com o poeta franco-suíço Blaise Cendrars, Tarsila iniciou sua fase artística “Pau-Brasil”, dotada de cores e temas acentuadamente tropicais e brasileiros, onde surgem os "bichos nacionais"(mencionados em poema por Carlos Drummond de Andrade), a exuberância da fauna e da flora brasileira, as máquinas, trilhos, símbolos da modernidade urbana.Casou-se com Oswald de Andrade em 1926 e, no mesmo ano, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Percier, em Paris. Em 1928, Tarsila pinta o Abaporu, cujo nome de origem indígena significa "homem que come carne humana", obra que originou o Movimento Antropofágico, idealizado pelo seu marido.
A Antropofagia propunha a digestão de influências estrangeiras, como no ritual canibal (em que se devora o inimigo com a crença de poder-se absorver suas qualidades), para que a arte nacional ganhasse uma feição mais brasileira.
Em julho de 1929, Tarsila expõe suas telas pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro.
No Brasil, por participar de reuniões políticas de esquerda e pela sua chegada após viagem à URSS, Tarsila é considerada suspeita e é presa, acusada de subversão. Em 1933, ao pintar o quadro “Operários”, a artista passa por uma fase de temática mais social, da qual são exemplos as telas Operários e Segunda Classe.
A partir da década de 40, Tarsila passa a pintar retomando estilos de fases anteriores. Expõe nas 1ª e 2ª Bienais de São Paulo e ganha uma retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) em 1960. É tema de sala especial na Bienal de São Paulo de 1963 e, no ano seguinte, apresenta-se na 32ª Bienal de Veneza.
Últimas décadas: 1960 e 1970
Em 1965, foi submetida a uma cirurgia de coluna, já que sentia muitas dores, e um erro médico a deixou paralítica, permanecendo em cadeira de rodas até seus últimos dias..
Tarsila do Amaral, a artista-símbolo do modernismo brasileiro, faleceu no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, em 17 de janeiro de 1973.
Obs. via wikipedia
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18 de julho de 2011
ELOGIE DO JEITO CERTO
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9 de junho de 2011
CIRURGIA de LIPOASPIRAÇÃO? - Rosana Hermann
Nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas,
Mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem.
Religião é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde.
Que o mundo mude.
Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva.
" Cuide bem do seu amor, seja ele quem for "
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3 de abril de 2011
Livros - presentes que falam.
Ganhei de presente estes dois livros - A menina que não sabia ler; e O poder de orar pelos filhos adultos. Foi a Carol quem me presenteou ela sabe do meu apego aos livros e do bem que les me fazem.Não fora eles ....Obrigada Carol.
Assim que abri o pacote comecei imediatamente a ler os dois livros concomitantemente, e aí comecei a cansar- me, o segundo livro sobre oração exigia reflexão e interpretação. Fechei-o e decidi ler apenas A menina .... por ser mais ameno e de facil entendimento. Gostei, e e olha só , vi alguns pontos em comum da personagem principal com a menina que um dia fui. Florence era orfã, eu também. Ela tinha um irmão menor, eu também.Florence amava os livros, eu também. Florence é autodidata , eu tambem. Florence nada sabe de seus pais, eu sabia muito pouco. .Ah, sim, Florence namorou um adolescente alto, magro e desajeitado , eu também.... E por aí param as semelhanças, frequentei a escola normalmente, me formei, casei-me, tive filhos. A vida foi má para Florence, ela sofria de confusão mental, e eu.........
Bom há um ditado que diz que de médico e louco todos nós temos um pouco....
Hoje recomecei a leitura de O poder de orar pelos filhos adultos... depois eu conto sobre o efeito em mim dessa leitura.
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29 de março de 2010
Justiça para Isabella.

E fez-se Justiça.
Alexandre Nardoni foi condenado a 31 anos e Anna Jatobá a 26 anos de prisão. Os réus foram condenados por homicidio triplamente qualificado. O resultado do julgamento foi comemorado, pelos populares que se aglomeraram em frente ao Fórum, com gritos , urras e até fogos de artifícios.
Mas, há motivo para comemoração?
Sinceramente, creio que não. Como bem disse a mãe da vitima: amanhã vou acordar e minha filha não vai estar lá, nada a trará de volta. Na verdade a tragédia abateu-se sobre as duas, na verdade três,ou mais, familias. Ana Oliveira perdeu para sempre sua filha, mas é jovem o tempo correrá em seu favor. Ela provavelmente terá outros filhos; Isabella será uma doce lembrança, um sonho, um anjo que passou em sua vida e que marcará indelevelmente a sua vida, de seus familiares, e porque não dizer, de todos os brasileiros.
Quanto aos Nardoni - Alexandre e Anna Jatobá - perderam a liberdade, perderam os filhos, perderão o pátrio poder, não acompanharão seus filhos à escola, as festinhas de aniversários... Alexandre não ensinará a Cauã e Pietro a pedalarem suas primeiras bicicletas. Anna não beijará "os dodóis" de seus pimpolhos, não os auxiliará nas tarefinhas da escola. O tempo correrá em desfavor deles, envelhecerão no presídio. Eles não serão referencias para seus filhos, não poderão ajudá-los na escolha da profissão . E quando os meninos namorarem pela primeira vez será aos avós que eles as apresentarão. Elas, as crianças não terão orgulho da "residência", nem da história de seus pais. Pobres crianças, órfãs de pais vivos.
E os Nardoni, os pais de Alexandre ? Eles perderam a neta predileta. A mãe de Alexandre descobriu que pariu um monstro, um covarde. Ela assim o disse no dia do crime: Monstros, Covardia, Covardia... Não poderia , nem de longe, imaginar que tratava-se de seu próprio filho. O Nardoni pai - avô da vitima - lutou contra todas as evidencias, como ele queria que Alexandre fosse inocente... é tão dificil acreditar que aquele menino (para os pais os filhos serão sempre crianças) tenha cometido ato tão vil. Após o julgamento vê-se um homem alquebrado, derrotado, infeliz, e acho que, principalmente, por não restar mais nenhuma dúvida em sua cabeça paterna que Alexandre é um assassino frio. Ah, se eles pudessem antever, certamente diriam como disse o Salmista: "melhor, teria sido que Alexandre fosse um aborto".
E os pais de Anna Jatobá terão a dificil tarefa de criar, educar os netos, e de explicar o inexplicável.
O defensor do casal acusado Roberto Poodval conclui sua fala citando o medium Chico Xavier:
"Ninguem pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas pode fazer um novo final".
Sem razão , o defensor, nesse caso não se aplica a máxima. O final foi triste para todos, embora a justica tenha sido feita, Isabella não terá festa de quinze anos, não receberá medalhas de natação, nunca mais exibirá seu belo sorriso...Ana Carolina perdeu para sempre sua primogênita.
E os Nardoni perderam, irremediavelmente, entre outras coisas, a dignidade.
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14 de janeiro de 2010
Sobre Deus

Rubem Alves
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3 de dezembro de 2008
cidades são a favor da vida
Fonte
Em várias cidades do mundo, no 31 de novembro foi celebrada a Jornada Mundial 'Cidades pela Vida". Promoção da Anistia Internacional, o evento converteu na iluminação de vários edifícios de cidades da Europa com motivos da campanha organizada para reivindicar a erradicação internacional da pena de morte.
A atividade está em desenvolvimento desde o dia 10 de outubro, quando se comemorou o Dia Mundial Contra a Pena de Morte.
É bom que se diga que a 3ª Comissão da Assembléia Geral da ONU aprovou uma resolução em favor da moratória internacional da pena capital e em meados agora deste mês de dezembro deverá ser votada em plenário.
Um total de 105 países votaram a favor da resolução, 48 contra e 31 se abstiveram, o que, segundo a organização, confirma a tendência positiva em favor da abolição da pena capital.
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30 de outubro de 2008
Especialista diz que «blogs estão a morrer». Concorda?
«Os blogs estão a morrer, estão ultrapassados». A afirmação, que já está a gerar polémica no meio digital, e não só, é de Paul Boutin, um especialista em Internet, na edição digital da revista Wired. Boutin vai mais longe e dá mesmo um «conselho de amigo»: «Se está a pensar em criar um blog, não o faça. E caso já tenha um, encerre-o».Para o especialista, o modelo está ultrapassado. «Escrever um blog hoje não é tão boa ideias como era há quatro anos porque a blogosfera se encheu de lixo», diz o especialista, «o que torna muito difícil fazer-se notar». «Só os bloggers profissionais conseguem sobressair», adianta.
Um exemplo desta realidade é o facto de a lista dos 100 blogs mais populares da lista do Technorati (motor de busca de blogs) estar cheia de bloggers e equipas que escrevem por dinheiro, «chegando aos 30 posts por dia».
«Então, para quê dar-se ao trabalho?», questiona Boutin, que recomenda aos bloggers que se expressem no Flickr, Facebook, Twitter ou YouTube. «Vivemos na era multimédia», recorda o especialista, que diz que o modelo dos blogs está «ultrapassado». Além disso, «falta-lhes o aspecto social», que são a essência de formatos como o Twitter, Flickr ou YouTube.
Mas se realmente os blogs estão a morrer, o funeral será complicado, dados que as estatísticas apontam para a existência de mais 77 milhões em toda a web. O próprio Paul Boutin é autor de um... resta saber se o encerrará também.************************************************************************
PS. Criei esse blog para homenagear minha primeira neta e também para que quando cresça ela entenda melhor o mundo e a época em que nasceu. Talvez o modelo "bloguer " então já esteja obtuso, pensei cá com meus botões, mas talvez surjam condições de modernizar, ou ele venha tenha algum valor exatamente por ser antigo. Extinção? não pensei na hipótese...
Não vou desanimar, vou pagar pra ver.... Vou continuar postando, então Belle, as tuas lembranças já estarão nas memórias de um blog - Belleza Pura!!!!
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8 de outubro de 2008
Tia que é tia ....
As irmãs de nossos pais e mães costumam ter uma sabedoria toda particular – uma sabedoria que nasce da concisão. Minha teoria é a seguinte: como passam pouco tempo com os sobrinhos, as tias precisam transmitir rapidamente tudo aquilo que a experiência lhes ensinou. E o fazem através dos ditados, entre um café e um pedaço de bolo.
Agora que sou tio, quero transmitir um pouco desse conhecimento à minha sobrinha Liz, que ainda não sabe ler, mas já está falando mamãe. (Encontrei no Orkut.)
Como sabe toda tia, pardal que anda com morcego acorda de cabeça para baixo. Galinha que acompanha pato morre afogada. E, em terra de sapo, mosca não dá rasante.
Quem mora em submarino não dorme de janela aberta. Para o cara que está se afogando, jacaré é tronco. Por falar em jacaré, em rio que tem piranha, ele nada de costas. Mas deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar!
Tia que é tia não é pipoca, mas vive dando seus pulinhos. Para ela, sempre é melhor pingar do que secar. E quem não concorda está mais por fora que dedão de franciscano.
Quer moleza? Chama o Geléia! Quer mais moleza? Senta no pudim. Comigo não, violão! Se vira, Praxedes! Quem pode, pode; quem não pode, se sacode.
Tia é assim: a cada enxadada, uma minhoca. Tia é melhor que dinheiro achado. Para ela, quem tem filho grande é baleia. E o mesmo vale para sobrinho.
Tia sabe que em briga de saci não tem rasteira; que em casa de pobre arco-íris é preto e branco; e que esperto mesmo é o Curupira – só faz gol de calcanhar.
Se ferradura desse sorte, cavalo não puxava carroça, não é mesmo? Tia sempre tem essas tiradas, que vêm das épocas imemoriais – do tempo em que tamanduá comia formiga de canudinho.
E é favor respeitar a tia. Caso contrário, ela dirá para sua mãe que você é mais grosso que dedo destroncado. Não fique se fazendo de vesgo só para mamar em duas tetas. Você não engana nem o Peixoto.
Se vira, Praxedes! Quer moleza? Chama o Geléia.
Surrupiado de http://briguet.tipos.com.br/
PS. Hoje Tia Carol presenteou Belle com lindas roupinhas. Belle que só tem dois anos pediu para provar as roupas , se mirou num espelho vertical, sorriu para o espelho e só depois abraçou ternamente a tia...
Semana passada Belle ganhou uma bolsa com os objetos que normalmente se encontram em bolsas femininas: baton, escova de cabelos, chave de carro, celular, pulseiras, brincos, aneis. Quem presenteou? Tia Carol. Desde então Belle não solta a bolsa, quando acorda já vai falando : minhas coisas, quelo minhas coisas...
Ontem Belle falou com Tia Carol pelo telefone: "Calol tazer dinhelo, meu cofinho. Compár biciqueta cor de losa. É sélio."
Durma com esse barulho....
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18 de setembro de 2008
Eu amo tulipas
O nome da flor foi inspirado na palavra "tulipan" que significa "turbante" (o formato da tulipa lembra mesmo um turbante).
Ambientes decorados com tulipas revelam bom gosto, distinção, sofistificação.
PS. Obrigada Adilza pela imagem
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5 de junho de 2008
"Competência e sensibilidade solidária – educar para a esperança"

Compreender que só saberemos quem somos se tivermos sido amados. Envolver a análise da dimensão profunda dos nossos desejos. Tudo é tão essencial, que se torna impossível, perigoso e até inconveniente dizer onde está o principal horizonte indicado. A proposta iluminada é, sem dúvida, educar para a esperança.
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30 de março de 2008
Menor Perverso
eva a pensar: melhoramos, evoluimos no tratamentos dos pequenos infratores?O fato é que, consumado o seu ato de perversidade (ou de imprudência?) o pequeno fugiu, e andou vagando pelas ruas, até que, já tarde, exausto, banhado em lágrimas, foi encontrado na praça da República e conduzido para uma delegacia policial. E os jornais, terminando a narração do caso triste, pedem quase todos, em quase unânime acordo de idéia e de expressão, que "se castigue esse precoce facínora, cujos instintos precisam ser refreados".
Que se castigue, como? Metendo-o na Correção? mandando-o para o Acre? fuzilando-o?
A ocasião é oportuna para mais uma vez se verificar quanto estamos mal aparelhados para atender às múltiplas necessidades da assistência social. Um criminoso de dez anos não é positivamente um criminoso... Se é verdade que esse menino conscientemente praticou a maldade de que é acusado, o nosso dever não é castigá-lo: é salvá-lo de si mesmo, dos seus maus instintos, das suas tendências para o exercício do mal. Como? naturalmente, dando-lhe uma educação especial, uma certa disciplina de espírito. Mas onde? É aqui que surge a dificuldade, e é aqui que somos forçados a reconhecer que, se estamos muito adiantados em matéria de politicagem e parolagem, ainda estamos atrasadíssimos em matéria de verdadeira civilização...
Já sei que há por aí uma Escola Correcional. Mas, ainda há pouco tempo, o que se soube da vida íntima dessa escola serviu apenas para mostrar que, lá dentro, os pequenos maus, pelo vício da organização do estabelecimento, estão arriscados a ficar cada vez piores. Tudo quanto se refere à assistência pública ainda está por fazer no Brasil: asilos, escolas correcionais, penitenciárias, presídios, não têm fiscalização efetiva. Só pensamos nessas casas de beneficência ou de correção, quando um escândalo, dos que há dentro delas, faz explosão cá fora, comovendo-nos ou indignando-nos. Então, há uma grita convulsa, um grande espalhafato, um grande dispêndio de artigos pelas folhas e de atividade pela polícia; mas, logo depois, tudo volta ao mesmo estado... à espera de novo escândalo.
Tive muita pena da pobre criança de três anos, morta no meio de horríveis torturas. Mas tenho também muita pena dessa outra criança, que uma brincadeira funesta (ou uma inconsciente moléstia moral, perfeitamente curável) levou à prática de um ato tão cruel. Nesse pequeno infeliz, que os jornais consideram um grande criminoso, há um homem que se vai perder, por nossa culpa, - porque não lhe podemos dar o tratamento que a sua enfermidade requer...
Texto extraído do livro: Obra reunida. Olavo Bilac. Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1997. p. 737-738.
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