15 de março de 2008
14 de março de 2008
DIA NACIONAL DA POESIA - 14 DE MARÇO
O "Dia Nacional da Poesia" se comemora no dia 14 de março, data do aniversário do grande poeta Castro Alves, que nasceu na Freguesia de Muritiba, na Bahia, atual município de Cachoeira, em 1847 e faleceu em Salvador em 6 de janeiro de 1871.
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Conselhos a um jovem poeta
Jovem poeta,
não fique triste
mas verso livre
não existe.
No rigor e no excesso
poesia é ritmo,
números exatos
como na tábua
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Poesia - autor(a) brasileiro (a)
A QUE PONTO

A Senhora MLD, casada com o industrial CDG, 34 anos dois filhos no ginásio, casa própria, duas empregadas, formada em Psicologia na PUC mas totalmente dedicada ao lar e à família, católica praticante, muito ativa em obras sociais, saiu de casa para ir ao Supermercado, no Volks que o marido comprara para ela usar enquanto ele levava o Corcel para o escritório.Ao mesmo tempo, a Senhora DSS, casada com o advogado RPS, 28 anos, três filhos (o menor no Maternal), apartamento próprio, uma empregada, com veleidades culturais (alguns poemas) totalmente dedicada ao lar e à família, católica por formação, esparsamente ativa em obras de caridade, saiu de casa para o Supermercado, na Variant que o marido deixava para ela nos dias de fazer rancho.As senhoras MLD e DSS chegaram ao mesmo tempo na porta do supermercado. M vestia slacks, camiseta de malha (com soutien), um lenço simples na cabeça. D, um vestido estampado, sandálias de couro. Cruzaram na entrada do Supermercado. Não se conheciam, mas sorriram-se. As duas jovens senhoras.Oito minutos mais tarde, a Senhora MDL, com frio no coração, avistou uma lata de óleo – a última – na prateleira do Supermercado. Apressou o passo, deixando o seu carrinho para trás e pegou a lata. Ao mesmo tempo, a Senhora DSS, que vinha em direção oposta, também pegou a lata. Ambas riram, com a coincidência, mas nenhuma largou a lata.- Acho que vi primeiro – sorriu M.- Não, acho que fui eu – sorriu D.Riram-se outra vez, mais alto, cada uma tentando puxar a lata para si. Meio sem jeito, M, disse:- Que coisa horrível, a que ponto chegamos!- Não, acho que fui eu – sorriu D.M firmou o pé no chão e tento desiquilibrar D. Esta respondeu com um puxão, pensando surpreender M. Caíram sobre a prateleira de açúcar – que felizmente estava vazia.- Larga! rosnou a formada em Psicologia na PUC.- Larga! rosnou a eventual poetisa.A confusão, que já atraíra um considerável assistência, acabou por atrair também o gerente do Supermercado. “Senhoras!” pediu ele, mas já não havia senhoras ali. Duas fêmeas brigava por um presa (Tudo isso aconteceu no Brasil, anteontem). Quem ganhasse levaria o óleo para sua caverna. Dedicadas com igual força ao lar à família, as duas feras derrubaram a gôndola carregada de conservas.- Os vinhos estrangeiros! gritou, em pânico, o gerente, vendo a direção em que se desenvolvia briga. Ninguém conseguia apartá-las. Estavam ambas, agora, quase nuas.Derrubaram a gôndola de vinhos estrangeiros. Rolaram, engalfinhadas, sobre os cacos de garrafas. O sangue misturava com tinto, o branco e o rose. Houve um momento em que D conseguiu safar-se da adversária e correr cambaleante, triunfante, pelo corredor, com a lata erguida na sua mão ensangüentada. Mas M correu atrás e com um salto e um berro atracou-se nas costas de D, derrubando-a.- Chamem a polícia!D, mais moça conseguiu erguer-se mesmo com M montada nas suas costas. Andava de joelhos. Apertava a lata contra os seios, onde agora o vinho e o sangue se misturavam com farinha, sucrilhos e etiquetas de preços. Todos viram que D dirigia-se para cortar fora aqueles braços que lhe envolviam a cabeça, aquelas mãos que lhe arranhavam o peito buscando a última lata de óleo. E de repente soltou um grito que começou agudo e terminou grave e borbulhante.Os dentes de M tinham se cravado na sua jugular.
Luis Fernando Verissimo
In: O Gigolô da Palavrasp. 30-33
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Textos HUMORISTICOS
CARTAS REAIS DE CRIANÇAS PARA DEUS
Cartas reais para Deus escritas por crianças traduzidas do original em inglês.
1. Querido Deus,
Eu não pensava que laranja combinava com roxo até que eu vi o pôr-do-sol que fizeste na terça-feira. Foi demais!Eugene
2. Querido Deus, querias mesmo que a girafa se parecesse assim ou foi um acidente?
Norma
3. Querido Deus,
Em vez de deixar as pessoas morrerem e ter que fazer outras novas, porque não manténs aquelas que você tem agora?Jane
4. Querido Deus,
Quem desenha as linhas em volta dos países?
Nancy
5. Querido Deus,
Eu fui a um casamento e vi os noivos beijaram-se dentro da igreja. Tem algum problema com isso?
Neil
6. Querido Deus,
Obrigado pelo meu irmãozinho, mas eu rezei por um cachorrinho.
Joyce
7. Querido Deus,
Choveu o tempo todo durante as nossas férias e como o meu pai ficou zangado! Ele disse algumas coisas sobre Ti que as pessoas não deveriam dizer, mas eu espero que não fiques zangado com o meu pai.
Seu amigo (mas eu não vou dizer quem eu sou)
8. Querido Deus,Por favor, mande-me um pónei. Eu nunca te pedi nada antes, mas podes confirmar.
Bruce
9. Querido Deus,
Eu quero ser igualzinho ao meu pai quando eu crescer, mas não com tanto cabelo no meu corpo.
Sam
10. Querido Deus,Eu aposto que é muito difícil para Ti amar a todas as pessoas no mundo. Na nossa família tem só quatro pessoas e eu nunca consigo...
Nan
11. Querido Deus,
Meus irmãos me falaram sobre nascer de novo, mas soa muito estranho. Eles estão só brincando, não é?
Marsha
12. Querido Deus,
Se estás a olhar para mim na igreja domingo, eu vou te mostrar meus sapatos novos.
Mickey
13. Querido Deus,
Nós lemos que Thomas Edison fez a luz. Mas na catequese nós aprendemos que foste Tu. Eu acho mesmo que ele roubou a sua ideia.
Sinceramente, Donna
14. Querido Deus,
Eu não acho que alguém poderia ser um Deus melhor do que Tu.
Bem, eu só quero que saibas que não estou dizendo só porque Tu já é Deus.
Charles
15. Querido Deus,
Talvez Caim e Abel não matassem tanto um ao outro se eles tivessem seu próprio quarto.
Isso funciona com o meu irmão.
Eddie
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Textos poeticos
Dia Mundial do Consumidor - 15/03
Foram necessários quase 4 mil anos, desde o Código de Hamirabi, no 18º século A.C. para que o brasileiro pudesse festejar seu Dia do Consumidor.
``Eles são o maior grupo econômico, e influenciam e são influenciados por quase toda decisão econômica publica ou privada. Apesar disso, eles são o único grupo importante cujos pontos de vista muitas vezes não são considerados``.
Em 15 de março de 1962, o então presidente dos Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy, fez essa declaração ao Congresso americano e encaminhou mensagem reconhecendo os direitos dos consumidores, relativos a livre escolha de produtos e serviços, segurança destes, informação sobre eles e a ser ouvidos pelos fornecedores, pela Justiça e pela polícia. Um ordenamento jurídico que permaneceu inerte por milênios, o arremedo de um código que serviu de modelo para todos os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Em homenagem a esse gesto, o 15 de março foi escolhido Dia do Consumidor.
No Brasil, até bem pouco tempo, as relações de consumo funcionavam na base do "Vá se queixar ao bispo!". Esse era o pensamento único do fornecedor com relação a qualquer tipo de reclamação infundada ou não, que fosse apresentada.
O único jeito era apelar para o Código Civil, formado por uma tonelada de leis para operador de Direito nenhum botar defeito. Trazia consigo aquela antiga e lenta Justiça; muito difícil e, sem dúvida onerosa.
Após a Constituição de 1988 - que determinou que o poder público promovesse a defesa do consumidor, definindo direitos básicos, oferecendo instrumentos e dando ênfase à informação e ao controle de qualidade - foi aprovada na câmara dos deputados o Código de Defesa do Consumidor (CDC), lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor.
A lei "pegou" com seus 119 artigos, coisa que nem sempre acontece nesse ainda nosso imenso Brasil. Mais do que uma nova lei, constituiu um marco na organização da sociedade civil em defesa dos próprios direitos.
Em março de 1997, foi publicado o Decreto nº 2181/97, que organizou o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e estabeleceu as normas para aplicação das sanções administrativas. Esse decreto estabeleceu também a elaboração do Cadastro de Reclamações Fundamentadas ou Cadastro de Fornecedores, divulgado periodicamente pelos Procons de todo o país, com objetivo de orientar os consumidores.
Chegar-se-á, seguramente, a um tempo em que não será necessário nenhum código de defesa de consumidor, uma vez que estarão definitivamente banidas do mercado as empresas que precisarem de um código para colocar limites em seus abusos e no relacionamento com os consumidores. Mas a história demonstra que não há conquista sem lutas, pelo menos enquanto muitos homens de negócio ainda insistam em contrariar o grande Monteiro Lobato, quando afirmou: ``O verdadeiro objetivo de uma empresa não é ganhar dinheiro, e sim bem servir ao público, produzindo artigos de fabricação conscienciosa e vendendo-os pelos preços mais moderados possível. A empresa que se norteia por esses princípios nunca pára de crescer nem desdobrar-se em benefícios para todos quantos nela cooperam`` - Monteiro Lobato.
Fontes:www.gente.rec.br
www.clipping.planejamento.gov.br
www.canaljustica.jor.br
``Eles são o maior grupo econômico, e influenciam e são influenciados por quase toda decisão econômica publica ou privada. Apesar disso, eles são o único grupo importante cujos pontos de vista muitas vezes não são considerados``.
Em 15 de março de 1962, o então presidente dos Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy, fez essa declaração ao Congresso americano e encaminhou mensagem reconhecendo os direitos dos consumidores, relativos a livre escolha de produtos e serviços, segurança destes, informação sobre eles e a ser ouvidos pelos fornecedores, pela Justiça e pela polícia. Um ordenamento jurídico que permaneceu inerte por milênios, o arremedo de um código que serviu de modelo para todos os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Em homenagem a esse gesto, o 15 de março foi escolhido Dia do Consumidor.
No Brasil, até bem pouco tempo, as relações de consumo funcionavam na base do "Vá se queixar ao bispo!". Esse era o pensamento único do fornecedor com relação a qualquer tipo de reclamação infundada ou não, que fosse apresentada.
O único jeito era apelar para o Código Civil, formado por uma tonelada de leis para operador de Direito nenhum botar defeito. Trazia consigo aquela antiga e lenta Justiça; muito difícil e, sem dúvida onerosa.
Após a Constituição de 1988 - que determinou que o poder público promovesse a defesa do consumidor, definindo direitos básicos, oferecendo instrumentos e dando ênfase à informação e ao controle de qualidade - foi aprovada na câmara dos deputados o Código de Defesa do Consumidor (CDC), lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor.
A lei "pegou" com seus 119 artigos, coisa que nem sempre acontece nesse ainda nosso imenso Brasil. Mais do que uma nova lei, constituiu um marco na organização da sociedade civil em defesa dos próprios direitos.
Em março de 1997, foi publicado o Decreto nº 2181/97, que organizou o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e estabeleceu as normas para aplicação das sanções administrativas. Esse decreto estabeleceu também a elaboração do Cadastro de Reclamações Fundamentadas ou Cadastro de Fornecedores, divulgado periodicamente pelos Procons de todo o país, com objetivo de orientar os consumidores.
Chegar-se-á, seguramente, a um tempo em que não será necessário nenhum código de defesa de consumidor, uma vez que estarão definitivamente banidas do mercado as empresas que precisarem de um código para colocar limites em seus abusos e no relacionamento com os consumidores. Mas a história demonstra que não há conquista sem lutas, pelo menos enquanto muitos homens de negócio ainda insistam em contrariar o grande Monteiro Lobato, quando afirmou: ``O verdadeiro objetivo de uma empresa não é ganhar dinheiro, e sim bem servir ao público, produzindo artigos de fabricação conscienciosa e vendendo-os pelos preços mais moderados possível. A empresa que se norteia por esses princípios nunca pára de crescer nem desdobrar-se em benefícios para todos quantos nela cooperam`` - Monteiro Lobato.
Fontes:www.gente.rec.br
www.clipping.planejamento.gov.br
www.canaljustica.jor.br
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Datas especiais
13 de março de 2008
A política do rebelde - tratado de resistência e rebeldia”,

Folha de S. Paulo - 23/10/2007 - CAPA
Moradores de rua dormem diante da catedral da Sé (região central de São Paulo)
Foto: Marlene Bergamo/Folha Imagem
Paradoxalmente, a rua continua sendo o que resta ao maldito quando tudo lhe foi suprimido - bem se pode dizer, às vezes, um luxo inaudito para aqueles que só têm um corpo exigente e doloroso, frágil e imperioso. Mesmo se deve partilhar essa geografia monstruosa com os cães errantes, os ratos esfomeados e as dejeções animais ou latas de lixo viradas, o maldido mostra uma excepcional vitalidade, uma coragem inominável e uma força que me é difícil imaginar naqueles a quem eles devem tal condição: os guardas das galés do capitalismo arrebatado (…) a miséria suja, aquela fedorenta e enjoativa que enfastia e causa náuseas, resultada do funcionamento da máquina social, é uma reciclagem dos restos, uma produção daquilo que, mesmo em Platão, por causa da extrema vilania, como as unhas, os cabelos ou a sujeira, jaz como puro fenômeno, em correspondência inteligível. Degradação entrópica do único ser em questão: o ser social e as máquinas que o acompanham.” (do livro “A política do rebelde - tratado de resistência e rebeldia”,
Michel Onfray, págs.68 e 69, ed.Rocco)
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