9 de junho de 2008

Sete contra um


Como será que terminou essa história?
Onde aconteceu o fato?
Quem fez a foto?
Não sei, não sei, essa imagem foi copiada do site Diario de Um juiz.

7 de junho de 2008

Ao Amor Antigo


Ao Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.


O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.


Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.


Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.


Carlos Drummond de Andrade

6 de junho de 2008

Poema - As sem-razões do amor









As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabe sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

Eu te amo porque te amo

bastante ou demais a mim.


Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.


Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.



Carlos Drummond de Andrade

5 de junho de 2008

"Competência e sensibilidade solidária – educar para a esperança"



Esperança só é esperança quando não se funda em certezas. Quando há bases seguras, "científicas", para as nossas projecções desejantes, temos otimismo. Esperança é quando nós esperamos apesar das nossas incertezas, apesar das actuais condições humanas e sociais que não nos dão garantia da possibilidade de realização dos nossos desejos. Alguém é optimista por causa de, enquanto que nós temos esperança apesar de.»

Hugo Assman e Jung Mo Sung, "Competência e sensibilidade solidária – educar para a esperança"

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Essencialíssima é a menção feita a Gandhi, sobre saber viver e conviver. Seu neto Arun Gandhi conta: "Para Gandhi quem não sabe conviver também nunca saberá qual é a sua própria filosofia da vida. Contou-me várias vezes a história de um colega, brilhante nos estudos, sempre com as notas mais altas. Passou em tudo com distinção, arranjou logo um bom emprego. Só que nunca achou tempo para aprender a viver. Não soube conviver com sua mulher, nem com seus filhos, nem com ninguém. Acabou amargurado e na miséria. Saber viver e conviver - dizia ele - é o que mais se precisa aprender".
Compreender que só saberemos quem somos se tivermos sido amados. Envolver a análise da dimensão profunda dos nossos desejos. Tudo é tão essencial, que se torna impossível, perigoso e até inconveniente dizer onde está o principal horizonte indicado. A proposta iluminada é, sem dúvida, educar para a esperança.

4 de junho de 2008

Minha neta Isabelle - 02 anos
















Belle é minha primeira neta, e por enquanto a única. Quando Belle nasceu eu estava com cinquenta e dois anos, algumas amigas da mesma idade já tinham netos pré-adolescentes e outras ainda não são avós. Todas falavam da experiência de ser avó. Eu desejava e temia: ser avó significa o fim de um ciclo e o inicio de outro, estaria decretado, irremediavelmente, o fim da idade produtiva para ser babá não remunerada ?
Belle chegou numa manhã ensolarada, no inicio de junho. Vi naquele ser a continuidade da nossa história. Belle se parece com o pai, se parece com a tia Carol. Melhor, parece comigo mesma. Melhor, parece com a bisavó, a avó que meu filho jamais conheceu. Belle tem veio musical herdado do avó paterno, e até um pouco da familia da avó paterna.






Para esperar Belle fiz um album de scrapbook, com pouca tecnica e muito amor, me redescobri poeta, fiz acrósticos com seu nome. (não fiz para nenhum dos meus tres filhos).E, quando eles, os pais de Belle se mudaram para outro estado, para minorar a saudade fiz um orkut para Belle, e posteriormente esse blog. Avó blogueira, pode?




Dia 02 de junho Belle completou dois anos, e os vovós tiveram a Semana Belle, isto é, passamos a semana no Rio de Janeiro, levamos os apetrechos da festa, e logo após a festa rumamos para o aeroporto cansados mais felizes. Belle é tudo de bom, ser avó de Belle e mais que bom, é muito bom , é excelente, me traz as recordações do tempo em que meus filhos ainda eram crianças.
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Vocabulario de Belle.

Beinha = Bellinha 9 ela mesma).
Tenta ati vovô.= Senta aqui vovô.
Eu quelo Pusca. = Eu quero ouvir música...
Tia Leca. = Tia Helga.
Tia Calol = Tia Carol
Sua vovó = Minha vovó.
Boneta = BORBOLETA.
Neca = BONECA- Aliás, as bonecas tem várias denominações, as maiores são necas, as menores bebê, ou neném , ou menino.
Iel = Gabriel.
Escoia = Escola.
Baleo = Aula de ballet.
Espeio = Quero me ver no espelho.
Toala = toalha.
pampu = xampu.
Cocó - quero assistir o dvd Cocoricó.
Totoiate = Chocolate.


E muito mais.
Beijos no coração de Belle, Vovó tá morrendo de saudade.
Obrigada por fazer minha vida mais interessante.


Conhecimento de Deus



Quanto mais conhecemos, menos acreditamos. Estranho, não acha? O conhecimento do processo não deveria desmentir o milagre. O conhecimento deveria suscitar a admiração. Quem tem mais razão para adorar que o astrônomo que vê as estrelas? Que o cirurgião que segura corações nas mãos? Que o oceanógrafo que sonda as profundezas? Quanto mais conhecemos, mais deveríamos nos maravilhar. Ironicamente, quanto mais conhecemos, menos adoramos. Estamos mais impressionados com a nossa descoberta do interruptor, que com o inventor da electricidade. É a lógica dos cérebros-de-grilo. Em lugar de adoramos ao Criador, adoramos a criação - Rm 1:25


Nas Garras da Graça - Max Lucado

3 de junho de 2008

Gostava tanto de você…



Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar…
Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate…
E eu!Gostava tanto de você
Gostava tanto de você…
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você…
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você…
Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar…
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate…
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você…
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você…
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você…



Cantor: Tim Maia